O futuro da tecnologia começa a ganhar espaço também nos céus de Fernandópolis.
Nesta quarta-feira, (30), a Universidade Brasil realizou o primeiro voo de uma aeronave não tripulada dentro de um projeto que pretende ampliar a formação profissional, a pesquisa e a inovação na área.
Mais do que colocar uma aeronave no ar, a proposta é preparar profissionais para um mercado que já utiliza drones em atividades como agricultura de precisão, mapeamento, inspeção, segurança, monitoramento e transporte de cargas.
O primeiro voo foi acompanhado pela equipe do Alvorada Notícias e marca uma nova etapa do projeto desenvolvido pela instituição.
Segundo o presidente mantenedor da Universidade Brasil, doutor Fernando Costa, a iniciativa tem relação direta com as novas tecnologias utilizadas principalmente pelo agronegócio.
A universidade também está estruturando uma pista de treinamento e um laboratório específico para drones. De acordo com a instituição, novos equipamentos deverão ser incorporados ao projeto.
A expectativa é que, a partir de fevereiro, seja oferecido um curso superior voltado às tecnologias de aeronaves não tripuladas, com formação para atuação em diferentes áreas.
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O professor Luiz Sérgio Vanzela, coordenador do curso, explica que a proposta não está limitada aos drones utilizados na agricultura.
A formação deverá abordar também aplicações em topografia, agricultura de precisão, inspeção, segurança, limpeza, transporte de cargas e outras atividades.
E esse mercado já movimenta números importantes.
Segundo informações apresentadas durante a entrevista, existem atualmente mais de 8 mil aeronaves de aplicação agrícola registradas na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac. A legislação exige que essas operações tenham profissionais habilitados para conduzir as aeronaves.
Na prática, isso significa uma demanda crescente por profissionais especializados.
Mas o projeto da Universidade Brasil vai além da formação técnica.
De acordo com o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Dimas Covas, a instituição pretende aproximar pesquisa, inovação e desenvolvimento, criando soluções que possam atender demandas regionais e também projetos de interesse nacional.
A proposta inclui pesquisas em diferentes áreas, entre elas o agronegócio, a produção animal e outras atividades relacionadas ao desenvolvimento tecnológico.
Os drones também estão deixando de ser utilizados apenas para imagens aéreas.
Com sensores e sistemas específicos, essas aeronaves podem coletar informações, monitorar áreas, realizar inspeções e produzir dados que ajudam na tomada de decisões.
É justamente nesse cenário que a universidade pretende formar profissionais preparados para acompanhar a evolução da tecnologia.
O primeiro voo pode ter durado apenas alguns minutos, mas representa, para a instituição, o início de uma nova etapa.
A partir de agora, a proposta é transformar o voo em conhecimento, pesquisa e formação profissional.
Fernandópolis passa a integrar esse movimento de expansão das tecnologias de aeronaves não tripuladas, aproximando universidade, mercado e inovação.
Do chão para o céu, o primeiro voo aconteceu. E, junto com ele, começa também uma nova frente de pesquisa e formação profissional na cidade.
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