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Com nome na lista suja do trabalho escravo, Amado Batista tem patrimônio avaliado em R$ 1 bilhão
Nome do artista aparece em cadastro oficial após fiscalizações em fazendas em Goiás
Por Bia Rodrigues
08 de Abril de 2026 às 08:19
O cantor Amado Batista passou a integrar a chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O cadastro reúne empregadores responsabilizados por submeter trabalhadores a condições irregulares.
A atualização mais recente foi publicada no dia 6 de abril de 2026 e incluiu 169 novos nomes. Entre eles, além do artista, também aparece a montadora chinesa BYD.
No caso de Amado Batista, as ocorrências são resultado de duas fiscalizações feitas em 2024, em propriedades rurais ligadas a ele no estado de Goiás. Segundo o governo, 14 trabalhadores foram encontrados em condições consideradas análogas à escravidão.
De acordo com os dados oficiais, parte dos trabalhadores enfrentava jornadas exaustivas, começando de madrugada e seguindo até a noite, sem o descanso mínimo exigido por lei.
Ainda conforme o Ministério do Trabalho, quatro pessoas foram resgatadas em uma área arrendada pelo cantor. Já em outra propriedade, houve responsabilização após análise de documentos e depoimentos.
Em nota, a assessoria de Amado Batista afirmou que não houve resgate de trabalhadores em suas terras e disse que todos os funcionários seguem trabalhando normalmente. A defesa também reconheceu problemas na contratação de funcionários de uma empresa terceirizada e informou que medidas já foram tomadas para regularizar a situação.
A chamada “lista suja” existe desde 2003 e é atualizada duas vezes por ano. Os nomes permanecem no cadastro por até dois anos, após processos administrativos com direito à defesa. A inclusão não gera punição direta, mas pode dificultar acesso a crédito e negócios
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